COLONOSCOPIA / FIBROSSIGMOIDOSCOPIA

De: Abreu, Nuno - Centro de Diagnóstico de Doenças Digestivas, Lda  10/03/2008
Palavras-chave Colonoscopia / Fibrossigmoidoscopia

Na altura da marcação do exame, ser-lhe-á dada informação sobre as principais restrições alimentares, bem como, sobre o purgante intestinal que vai necessitar de tomar. O cólon necessita de estar completamente limpo para que a realização do exame seja fácil e a avaliação da sua superfície completa. Por isso certifique-se que segue essas instruções com cuidado e rigor. A maioria da medicação que é feita, não necessita de ser interrompida. No entanto, alguns medicamentos podem interferir com a preparação intestinal, nomeadamente, medicamentos contendo ferro (que não devem ser tomados durante o período de preparação intestinal). Informe sempre o(a) médico(a) sobre a medicação que está a tomar, particularmente aspirina ou outros anti-agregantes, anticoagulantes, insulina ou medicamentos com ferro. Não se esqueça de referir se teve alergia a alguma medicação, que cirurgias realizou e as doenças que sofre (doença cardíaca, presença de pacemaker, etc.) Exemplo: “Sou alérgico à penicilina e tive um enfarte do coração”.

Vai-lhe ser pedido que dispa a sua roupa, retire todos os objectos, incluindo óculos, anéis, brincos, fios, relógio, etc (de preferência não os leve) e vista uma bata e calções próprios. O exame é realizado deitado sobre o lado esquerdo, embora possa ser necessário mudar a posição durante a execução. O colonoscópio é introduzido pelo ânus (ou pelo orifício de colostomia), após aplicação de uma pomada lubrificante. Poderá, durante o exame, ser necessário fazer pressão sobre a barriga para facilitar a progressão. Poderá sentir desconforto ou alguma dor resultante dessa pressão, do ar introduzido ou do próprio colonoscópio, na passagem de curvas do intestino. No entanto, a colonoscopia é frequentemente bem tolerada. O exame demora cerca de 15 minutos, podendo demorar um pouco mais se for necessário efectuar biopsias e/ou polipectomias. Existem situações em que não é possível observar toda a extensão do cólon (má preparação intestinal, inflamações, divertículos, tumores e cirurgias prévias). Nestes casos, o(a) médico(a) decidirá qual o limite de segurança para interromper o exame.

Se o(a) médico(a) considerar que uma determinada área necessita de mais avaliação, este poderá passar um instrumento pelo colonoscópio para obter uma biopsia (um fragmento de tecido da superfície interna da intestino grosso) para ser analisada. As biopsias são usadas para identificar muitas alterações e o(a) médico(a) poderá requisitá-las mesmo que não suspeite de cancro. O(a) médico(a) poderá encontrar pólipos durante a colonoscopia e realizar a sua remoção (polipectomia) de imediato. Este procedimento não causa qualquer dor. É importante saber que a colonoscopia pode falhar a detecção de pólipos numa pequena percentagem de casos. Uma colonoscopia terapêutica permite a remoção de pólipos, tratamento de lesões sangrantes, dilatação de apertos, colocação de próteses, etc.

Os pólipos são alterações do crescimento do tecido da superfície interna do cólon, que se assemelham a pequenas verrugas, que normalmente são benignas. Durante o exame endoscópico, o(a) médico(a) não consegue afirmar com certeza se um pólipo é benigno ou maligno, por isso efectuará biopsia ou remoção (polipectomia) para ser analisada em laboratório. A maioria dos pólipos, apesar de serem benignos, têm capacidade de transformação maligna com o tempo, motivo pelo qual está recomendada a realização de colonoscopia de rastreio à população geral a partir dos 50 anos (ou mais cedo em pessoas de risco) para se identificarem e removerem estas lesões (prevenção de cancro colo-rectal). Os pólipos são removidos por uma técnica chamada polipectomia endoscópica que, de acordo com alguns factores, nomeadamente a sua localização e tamanho, pode ser efectuada a frio (sem uso de corrente eléctrica) ou por técnica diatérmica (com uso de corrente eléctrica). A polipectomia não causa dor.

Poderá sentir algum incómodo causado pelo ar que permaneça no intestino. Essa sensação irá desaparecer rapidamente à medida que os gases vão sendo absorvidos e/ou eliminados. Após o exame, poderá comer sem restrições, excepto se o(a) médico(a) lhe der informação em contrário, particularmente se foi submetido a polipectomia. O(a) médico(a) fará um relatório, que lhe será entregue em carta fechada dirigido ao seu médico assistente (que pediu o exame). No caso de terem sido feitas biopsias ou polipectomia, o seu resultado demorará alguns dias.

A colonoscopia e a polipectomia são geralmente procedimentos seguros quando o(a) médico(a) é especialmente treinado(a) e tem experiência na sua execução. As complicações são pouco frequentes e raramente graves (menos de 1 caso por cada 1000 exames), sendo o risco maior nas colonoscopias terapêuticas. Estas incluem: A hemorragia poderá ocorrer durante a biópsia ou na polipectomia (cerca de 2% das polipectomias), mas normalmente é de volume muito reduzido. A hemorragia é frequentemente auto-limitada, mas pode ser necessário o uso de técnicas endoscópicas hemostáticas com injecção de adrenalina, aplicação de clips ou laços hemostáticos. Raramente necessita de seguimento médico(a); A perfuração e infecção da parece intestinal - mais frequente na presença de algumas alterações patológicas, nomeadamente, divertículos, apertos (estenoses), aderências (bridas), tumores, etc; A sedação poderá provocar alguns efeitos laterais ou trazer algumas complicações (flebite no local de injecção, reacções alérgicas ou sedação excessiva). Estas complicações podem obrigar a internamento, transfusões e, mais raramente, cirurgia urgente. Contacte o Serviço ou o Hospital se sentir dores abdominais severas, febre e calafrios ou hemorragia rectal abundante e frequente, nas horas ou dias seguintes à colonoscopia.

Palavras-chave Colonoscopia / Fibrossigmoidoscopia

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