Os cronistas do PÚBLICO

De: Patrícia Proença  07/16/2008
Palavras-chave Design De Comunicação

"Este primeiro livro de Miguel Castro Caldas tem qualidades indiscutíveis que permitem entrever desde já o perfil de um escritor. Esse escritor está presente desde as primeiras linhas na construção de uma breve história que é feita de muitas histórias, algumas quase só frases incrustradas noutras frases, algumas somente breves retratos, outras fios insistentes, tudo envolvido numa imensa velocidade trituradora (é um livro escrito sem travões), porque a escrita de Miguel Castro Caldas é daquelas que aceleram e só de quando em quando começa a reduzir-se, mas nunca chega à lentidão, fica apenas num processo de desaceleração que logo se recompõe e nos puxa para o clima vertiginoso de carrossel narrativo em que tudo decorre. Uma nova editora, uma nova colecção: a editora chama-se Ambar, e é a extensão editorial de uma empresa amplamente conhecida. A colecção, com excelente desenho gráfico de Patrícia Proença, é a BAB, isto é, a Biblioteca Ambar de Bolso, e inclui entre os seus primeiros títulos Tabajara Ruas, Jean Echenoz e Saneh Sangsuk, este último com uma narrativa intitulada "Veneno". E devo dizer que descubro este nome com particular prazer, uma vez que conheço "A Sombra Branca", de Saneh Sangsuk, e na altura em que o livro surgiu na sua versão francesa considerei que este quase desconhecido autor tailandês era uma das vozes mais impressionantemente poderosas da ficção contemporânea" […] Eduardo Prado Coelho, in O Público – 25 de Maio 2002

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